domingo, 16 de junho de 2013
Aos poucos, mantemos a distância e o silêncio. Quem sofre esquece de quem faz sofrer. No começo, lembra todo santo dia. Depois, uma vez por semana. Até que uma hora, esquece. Ou quase. Numa bela manhã, vê o fantasma pela rua ou sente aquele cheiro que faz lembrar, mas quase não se incomoda. Isso causa um pequeno rebuliço interior, mas aquela pessoa deixou de ser o motivo para desabarmos dentro de nós. Um dia, ela vira apenas um pequeno detalhe que, de alguma forma, passou.

Você ainda vai se arrepender. Você ainda vai olhar outros rostos e só vai ver o dela. Vai ver o jogo do seu time de futebol e não vai ter muita graça sem ter ela para torcer contra. Vai ouvir a música de vocês e não terá ela para dançar de um jeito desengonçado e bobo fazendo você sorrir feito uma criança. Vai ver o filme preferido de vocês no dia de frio e vai sentir falta da cabeça dela encostada no seu peito.. Vai abrir o seu armário e vai ver o seu casaco que ela costumava vestir nos dias de frio, que a propósito, era 2 vezes maior que seu corpo. Vai reler as cartas que elas escreveu quando vocês estavam juntos, e não vai ter ela para dizer que “ficou horrível”. Vai lembrar de promessas e planos que vocês fizeram juntos e vai sentir falta da voz fina dela no final te dizendo “Você promete mesmo ?”. Vai passear nos lugares que costumavam ir e não vai ter a mão dela segurando a sua. Você vai sentir falta dela. Sabe por que? Porque você a deixou escapar.

Aos poucos, mantemos a distância e o silêncio. Quem sofre esquece de quem faz sofrer. No começo, lembra todo santo dia. Depois, uma vez por semana. Até que uma hora, esquece. Ou quase. Numa bela manhã, vê o fantasma pela rua ou sente aquele cheiro que faz lembrar, mas quase não se incomoda. Isso causa um pequeno rebuliço interior, mas aquela pessoa deixou de ser o motivo para desabarmos dentro de nós. Um dia, ela vira apenas um pequeno detalhe que, de alguma forma, passou.
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